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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Scrap idiota que está rolando nas redes sociais
quarta-feira, 29 de abril de 2009
ENEM: resultados mascarados, beneficiam a quem?
Até aí tudo bem. O que realmente me assusta é a abordagem propagandística e pseudo-jornalística que a maioria das escolas fazem dos resultados obtidos por seus alunos. Quem conhece a metodologia adotada pelo INEP sabe muito bem o que estou falando. Quem não a conhece deveria saber para não ser "enganado" pelos marketeiros de plantão.
Gente, educação é coisa muito séria: a escola não pode ser encarada como uma rede de fast-food! Há algum tempo atrás escrevi sobre a tal "McDonaldização" do ensino que vem ocorrendo no Brasil e levei pedras e pauladas por isso. Mas NUNCA retirei uma só palavra do que escrevi, como não as retiro até hoje!
Que a metodologia do INEP é falaciosa (para se dizer o mínimo!) todos os que trabalham na educação já sabiam. Porém, o uso que os grandes conglomerados "educacionais" fazem dos resultados é VERGONHOSO. Se não, pensem comigo:
Suponhamos que eu tenha um escola e inscreva 100 alunos de 3º colegial. Desse total, 40 estão matriculados no "cursinho"; 40 no 3º colegial regular e, os demais 20, sabe-se lá quem são (posso até alocar meus professores, pois não há nada que os impeça de prestar o ENEM!!!!).
Outra escola inscreve, o mesmo número de 100 alunos que estudam regularmente no 3º colegial e ponto final. Dessa segunda escola, 30 alunos não comparecem e, pelo critério do ENEM, recebem AUTOMATICAMENTE nota 0,0!!!!! Da primeira escola, "apenas" 10 alunos não comparecem...
Não é preciso ser um engenheiro mecatrônico para entender o que irá acontecer!
É por estes e vários outros problemas que os resultados anuais auferidos pelo ENEM caem em total descrença. E, não à toa, está sendo reformulado para melhor!!!!
Portanto fica o alerta: cuidado com o que se vê publicado nos grandes jornais e, daqui há pouco, nos telejornais! Procurem saber como realmente funciona o ENEM antes de emitir qualquer opinião tendenciosa.
da Folha de São Paulo; 29/04/2009 - 03h17
"Os colégios particulares que obtiveram melhor desempenho no Enem estão concentrados nas zonas oeste e sul de São Paulo, regiões com o maior número de pessoas pertencentes à classe A, de acordo com a pesquisa DNA Paulistano/Datafolha, realizada em 2008.
Dos dez que obtiveram as melhores notas no Enem, seis ficam na zona sul, três na zona oeste e uma na zona leste.
O melhor da região central é o colégio São Luís, localizado em meio à movimentada avenida Paulista, que ocupa o 24º lugar na lista geral.
Já na zona norte, o colégio Objetivo do Mandaqui obteve o melhor resultado da região e a 57ª colocação geral.
No Tatuapé, o colégio Agostiniano Mendel foi dono do melhor desempenho da zona leste e sexto no quadro total.
Na zona sul, estão os três primeiros colocados: o Vértice, Bandeirantes e Móbile, além do Etapa (quinto), Stockler (sétimo) e Humbodt (nono).
Já na zona oeste, o primeiro lugar é do colégio Santa Cruz, dono da quarta colocação no ranking das particulares. Seguido por Palmares (oitavo) e Santo Américo (décimo)."
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
O QUE DIZER... PRA NÃO DIZER QUE NÃO DISSE
Uma coisa eu posso garantir pra todos: é um saco o colégio nas férias! Lembra um daqueles cemitérios góticos, se é que me entendem... Por mais que a gente curta as férias, a ausência dos alunos pelos corredores é depressiva! E é por isso que eu digo que tudo está de volta ao normal!
E aproveitando o assunto do post de sábado, pensei em compartilhar com todos os meus leitores o texto abaixo. Em especial pais e educadores em geral certamente irão aproveitar...
- Diga o que a criança deve fazer, em vez de dizer "não faça isso".
Educar é corrigir. Corrigir é substituir uma forma de reação inconveniente por uma adequada. Dizer apenas "não faça isso" é dar uma ordem negativa. A criança tem prazer na ação. Para desviá-la da ação inconveniente é preciso sugerir-lhe a ação conveniente, a fim de não privá-la do prazer de agir. - Não diga que uma coisa é má apenas porque lhe aborrece.
A qualificação de uma coisa em boa ou má é importante para a criança na formação da capacidade de julgamento. Não deve ser feita com fundamento apenas na tendência afetiva momentânea de quem faz. Se for má, cumpre dar a razão de modo compreensível para a criança, e esta razão deve estar na coisa em si e não no agrado que nos causa. - Não fale da criança em sua presença, nem pense que ela não escuta, não observa, nem compreende.
A criança se sente objetivo da atenção dos adultos, quer quando a elogiam, quer quando a censuram, desenvolve uma excessiva estima de si mesma, que a levará a procurar essa atenção de qualquer maneira, e a sofrer quando não a consegue. - Não interrompa o que uma criança está fazendo, sem avisá-la previamente.
A criança tem prazer na ação. Interrompe-la subitamente é causar-lhe violenta emoção de natureza inibidora. Se for necessário interrompê-la proceda de modo que se evite a emoção de surpresa. - Não manifeste inquietação quando a criança cai, ou não quer comer, etc. Faça o que for necessário sem se agitar e alarmar-se.
A inquietação alarmada em torno de qualquer episódio da via de uma criança serve, apenas, para ampliar o tom emocional do acontecimento. Cumpre, ao contrário, considerar as coisas com naturalidade, para que nela se desenvolva a capacidade de dominar suas próprias emoções. - Ocupe-se dos interesses e necessidades da criança, em vez de somente demonstrar amor acariciando-a constantemente.
O carinho físico é agradável para quem o dá e recebe, mas pode não corresponder aos interesses e necessidades reais da criança: Deus, amor, aceitação, significado, apreciação, segurança, pertencer, ensino, elogios, disciplina e etc. - Vá passear com a criança, em vez de levá-la para passear.
A criança, por suas deficiências naturais, é uma dependente. Quanto mais cedo se anular em seu espírito tal sentimento de dependência tanto mais rapidamente se completará o sentimento de que se basta a si mesma. "Levá-la para passear" é colocá-la na dependência da iniciativa alheia. "Ir com ela passear" é associar-la à iniciativa e à ação, o que lhe dará mais prazer. - Não faça sermões morais à criança pequena.
As expressões de conteúdo moral são incompreensíveis para a criança pequena, porque são abstratas. Os "discursos" e "sermões" que as contenham valem somente como expressão inteligível de um estado de espírito que ela não compreende e que a alarma. - Sempre cumpra as suas promessas.
Para a criança, prometer é começar a realizar. Se a promessa não se cumprir, haverá uma frustração como se a criança houvesse sido privada de alguma coisa, o que se dá em seu espírito origem à descrença. - Sempre diga a verdade para a criança.
A mentira até pode ser aceita socialmente, mas para a criança é uma desilusão e destrói a autoridade como fonte de conhecimentos e fonte da verdade.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Profissões: o que há de novidade por aí?
A maioria dos alunos que conheço simplesmente estão perdidos quando o assunto é a escolha da profissão que irão seguir. Muitos ainda se sentem "obrigados" a dar continuidade à profissão dos pais ou, idiotice absoluta, são pressionados por eles a seguir uma carreira que eles, os pais, não tiveram a oportunidade de ter. Muito já se escreveu sobre profissões e escolha profissional (há um ótimo artigo do meu amigo e educador Décio Martins Cançado no jornal Folha da Manhã sobre o assunto.) mas o texto que apresento abaixo mexeu sobremaneira comigo. Desde já alerto que é bem longo...
E espero que mexa com vocês também! Abraços a todos.
"Consenso
Apesar da chamada da matéria referir-se ao que há de consensual nas opiniões dos especialistas quanto ao futuro das profissões e do mercado de trabalho, a primeira constatação a que chegamos, após a consulta a mais de uma centena de fontes, é que não há nenhum consenso sobre esse assunto.
Por um lado, encontramos os "profetas do apocalipse", pessimistas de carteirinha que acreditam em um futuro sombrio, com metade da população humana desempregada ou subempregada, vivendo em crises sociais constantes. Por outro lado, os crédulos que apostam em um futuro radiante, com oportunidades crescentes e a ociosidade sendo valorizada cada vez mais.
No meio do caminho há um grupo de especialistas mais cautelosos. Inseguros quanto às incertezas do futuro, preferem acompanhar as tendências e realizar análises baseadas em possíveis cenários. Para esses, há apenas uma certeza: empregos e profissões mudarão muito nas próximas décadas.
Ceticismo
Mesmo assim, não são todos os especialistas que concordam que as mudanças serão tão radicais. Para esses mais céticos, serão poucas as profissões realmente novas no futuro. O que mudará será a forma de se trabalhar e aumentará o leque de opções de carreira para cada profissão tradicional. Por exemplo, a profissão de jornalista será incrementada com todas as derivações das novas mídias, como a Internet e a teleconferência, o que possibilita a esse profissional múltiplos direcionamentos para a sua carreira, sem que se precise criar novas profissões para tal.
O professor de economia da USP e da Mackenzie, Dr. Roberto Macedo, utilizou uma metáfora para descrever a realidade profissional: "no mundo do trabalho navegamos, como um surfista, com a nossa competência como tal, mais a prancha, diploma ou profissão que escolhemos. Não temos, contudo, controle sobre as ondas de oportunidades que surgirão, nem mesmo se elas virão na praia profissional escolhida. Especular sobre as profissões do futuro é como teorizar sobre as ondas que virão. O correto é estar preparado para enfrentá-las, independentemente de suas características".
Paradoxo
O mais dramático paradoxo dessa época em que as taxas de desemprego aumentam em todo o mundo, é que as empresas apresentam, cada vez mais, uma carência crônica de mão-de-obra especializada. Vagas ociosas em diversas áreas por falta de pessoas capacitadas para ocupá-las e, o que é pior, as instituições de ensino não estão capacitadas para formar profissionais com o perfil necessário para preencher estas vagas.
Para o professor Gilson Schwartz, autor do livro "As Profissões do Futuro", "há nas empresas uma procura por trabalhadores que as escolas estão sendo incapazes de oferecer".
Esclarecimento
Existem duas distintas possibilidades de abordagem, que encontramos no decorrer de nossa pesquisa. Alguns especialistas, ao se referirem sobre esse tema, abordam as profissões do futuro de forma literal: são profissões que ainda não existem ou apenas estão começando a existir como tal. Para outros, o enfoque é mais nas profissões de futuro, ou seja, profissões tradicionais que se modificam e se ampliam, passando a ter maior valorização e oportunidades em um mercado globalizado.
O Mundo das Profissões
Entretenimento
Essa é a palavra de ordem no mundo do futuro. Nove em cada 10 especialistas admitem que o entretenimento permeará a maior parte das atividades humanas. Da educação ao marketing, passando pela prestação de serviços e pelos ambientes de trabalho, para chegar finalmente ao turismo, seu carro chefe, o entretenimento estará presente no modo de se fazer as coisas em boa parte das profissões e do dia-a-dia do planeta nas próximas décadas.
Autenticidade
Ainda na concepção do entretenimento como peça central da sociedade contemporânea, haverá uma profunda reestruturação da concepção e do modus operandi do entretenimento. Aos poucos, o predomínio do cinema e da televisão perderá espaço para as atividades de diversão estruturada, como parques temáticos, acampamentos, esportes coletivos, entre outros. São atividades de "emoções planejadas", onde a pessoa paga para sentir determinado tipo de emoção, com total segurança e previsibilidade. Passado mais algum tempo, as pessoas se cansarão de tanto artificialismo e irão em busca de emoções mais autênticas. Experiências reais, de contato com pessoas "reais", com desfechos nada previsíveis, mas com riscos relativamente baixos.
Experiências
No campo das experiências "reais" é onde residem as maiores oportunidades profissionais do século XXI. Eis o grande desafio para a nossa criatividade. As emoções provocadas pelos filmes de Hollywood não serão mais suficientes. Elas agora precisam ser vivenciadas, experimentadas por todos os órgãos dos sentidos, não mais apenas pela visão.
A Era do Utilitarismo
Até mesmo a França, que se orgulhava outrora de ser a "mãe das letras e das artes", agora só pensa em eficiência, performance e utilidade. Para a professora emérita da FFLCH da USP - Leyla Perrone-Moisés, desde a Idade Média até meados do século 20, os estudos humanísticos, sobretudo nas suas vertentes filosóficas e literárias, ocuparam um lugar de honra nas universidades. "Os extraordinários avanços científicos e tecnológicos do século passado, recebidos não apenas como valiosos, mas também como prioritários, relegaram os estudos humanísticos a um lugar secundário. A globalização econômica e a conseqüente submissão de todos os países à lógica do mercado tendem agora a desferir o golpe definitivo contra esse tipo de estudo".
Cursos Tradicionais
Seja por questões culturais, por falta de conhecimento, por tradicionalismo ou por status, os cursos mais concorridos nas universidades não são os de melhores perspectivas profissionais, mas sim os mais tradicionais. Segundo o vice-reitor da Unesp, Profº Dr. Paulo Cezar Razuk, os "cursos mais concorridos são aqueles ligados as profissões mais tradicionais que, por sinal, algumas delas, a médio prazo, estarão fadadas ao desaparecimento".
Escolha da Carreira
Por imaturidade, desconhecimento, inexperiência e falta de apoio, o jovem brasileiro tem sérias dificuldade na escolha de sua carreira. A influência da família e de amigos, aliada a falta de informações são os fatores que mais pesam na tomada de decisão por parte do jovem vestibulando. Na dúvida, cheio de insegurança, mais de 70% dos jovens optam pelas carreiras tradicionais, já totalmente saturadas no mercado, como medicina, direito, engenharia, odontologia e outras mais. Caberia à escola o papel orientador, mas essa prefere presenciar inerte seus alunos lutando desesperadamente pela aprovação em um curso "tradicional", para amanhã estarem desempregados ou subempregados.
Diminuição da Importância do Diploma Universitário
Dois fatores serão os principais responsáveis pela perda de valor do diploma universitário enquanto instrumento de ascensão social e profissional: a conscientização da necessidade de educação permanente e as novas exigências do mercado de trabalho, como por exemplo: capacidade de aprendizado, assertividade, criatividade, adaptabilidade, flexibilidade e autodidatismo, que são habilidades de difícil mensuração, que não podem ser atestadas através de um diploma.
Setores de maior probabilidade de crescimento para as próximas décadas
- Informática
- Saúde
- Meio Ambiente
- Turismo, lazer e entretenimento
- Biotecnologia
- Administração
- Tecnologia da Informação
- Terceiro Setor
- Educação
"Profissões do Futuro"
- Administradores de Comunidades Virtuais
- Engenheiros de Rede
- Gestor de Segurança na Internet
- Coordenadores de Projetos
- Consultor de Carreiras
- Coordenadores de Atividades de Lazer e Entretenimento
- Designer e planejador de Games
- Gestor de Patrocínios
- Gestor de Empresas do Terceiro Setor
- Especialista na preservação do Meio Ambiente
- Engenharia Genética
- Gerentes de Terceirização
- Gestor de Relações com o Cliente
- Especialista em Ensino a Distância (EAD)
- Tecnólogo em Criogenia
Profissões de Futuro (com possibilidade de crescimento)
- Turismo
- Hotelaria
- Sistema de Informações (Informática)
- Comunicação Social
- Moda
- Administração
- Gastronomia
- Logística
- Marketing
- Telecomunicações
- Comércio Exterior e Relações Internacionais
Realidade Americana
O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA publicou recentemente um estudo de previsão das áreas de emprego que terão o maior crescimento nos próximos 10 anos. Informática está em primeiro lugar, e Saúde em segundo. Espera-se que o número de pessoas empregadas nas indústrias de computação dos EUA cresça de 1,2 milhões para 2,5 milhões nesse período, e o das pessoas empregadas na área de saúde, de 1,17 milhões para 1,97 milhão. Entre os dez cargos que crescerão mais rapidamente, nove serão gerados por esses dois setores: administradores de bases de dados e redes, engenheiros de computação, analistas de sistemas, assistentes de fisioterapia, assistentes de atenção doméstica (home-care), assistentes médicos, fisioterapeutas e assistentes de terapia ocupacional. Os médicos não estão entre as carreiras que crescerão significativamente.
Situação do Brasil
Segundo o Professor José Pastore, caso a economia se mantenha estável, espera-se que sejam gerados uns 20 milhões de novas posições de trabalho até o ano 2005. Para Pastores, "a oferta será maior no setor de comércio e serviços que absorverá uns 62% da força de trabalho: a indústria responderá por 22% e agropecuária 16%. Portanto, dos 20 milhões de posições a serem criadas, 12,4 serão no comércio e serviços: 4,4 na indústria; e 3,2 na agricultura".
Ainda segundo Pastore, dentro do comércio e serviços, o que promete crescer mais são as profissões nos campos da saúde, educação, hospedagem, alimentação, lazer, seguros, administração, corretagem imobiliária, compra e venda - em especial, via telefone, Internet e fax e uma forte procura por profissionais ligados ao comércio internacional. De um modo geral, tenderão a aumentar as profissões que envolvam contato com outras pessoas - agentes de seguros, recepcionistas de hotel, garçons, maitres, professores, advogados, assistentes sociais, enfermeiros, paramédicos e profissionais que trabalham com crianças e velhos.
Carreiras Inusitadas 1
A revista francesa Techniques Magazine, em edição de setembro do ano passado, publicou uma lista de 28 carreiras poucos comuns que, segundo ela, serão destaque nos últimos 10 a 25 anos. Entre elas se destacam Arqueólogo Submarino, Consultor de Lazer, Gerente de Centro de Informações, Tecnólogo em Bateria de Células Combustíveis Automotivas, Tecnólogo em Correio Eletrônico, Tecnólogo em Medicina Biônica e Terapeuta de Horticultura.
Carreiras Inusitadas 2
A revista americana Time publicou um caderno no mês de março desse ano em que apresenta, de forma bem humorada, suas previsões para as profissões do século XXI. Entre as previsões da Time estão:
(a) Engenheiro de Tecidos Celulares - que atuarão na fabricação de órgãos humanos artificiais; (b) Programador de Genes - que trabalharão com o mapeamento e alterações no código genético dos seres vivos para evitar e combater doenças e desenvolver medicamentos; (c) Farmofazendeiro - juntando as habilidades agrícolas com as farmacêuticas, esse profissional vai produzir grãos geneticamente modificados com a ajuda da engenharia genética. (d) Organizadores de dados - profissional com a habilidade de organizar o turbilhão de informações que todos os dias é produzido por institutos de pesquisas, ONGs, governos, imprensa, universidades, e selecionar as informações necessárias, sintetizá-las e contextualizá-las. (e) Atores e escritores virtuais - para atuarem em filmes e fotonovelas veiculados apenas na Internet. (f) Engenheiros do conhecimento - profissionais capazes de criar inteligência artificial ou traduzir a expertise de especialistas e reproduzi-lo em softwares.
Diminuição da Duração dos Cursos no Ensino Superior
Acredita-se que em futuro próximo os cursos de graduação terão de um a três anos, no máximo, de forma que o indivíduo inicie seu processo profissional o quanto antes, mantendo a vida estudantil concomitantemente a vida profissional. Atualmente, mais da metade das pessoas que se formam no Ensino Superior dos EUA fizeram cursos de duração inferior a três anos. No Brasil, esse movimento tem início com o crescimento e popularização dos cursos seqüenciais, que são cursos superiores de formação específica com duração de dois anos.
Cursos Seqüenciais
Apesar das significativas possibilidades de crescimento dos cursos seqüenciais no Brasil, há uma grande preocupação com o mercado de trabalho para os egressos dessa modalidade de curso. Os que forem em áreas específicas, que não concorrem com a graduação, terão grandes chances de sucesso. Os que forem apenas uma "graduação" reduzida para dois anos, devem fracassar por não oferecer ao egresso condições adequadas para concorrer no mercado de trabalho.
Mercado de Trabalho
O encolhimento e o desaparecimento de diversos mercados de trabalho é um movimento que já vem sendo acompanhado há mais de duas décadas. Só agora, no entanto, ele se configura como irreversível. Não há governo ou sindicato que possa alterar esse quadro. Absolutamente nada poderá deter a marcha da imprevisibilidade. Profissões desaparecerão, mas novas oportunidades surgirão. O que as pessoas precisam entender é que as coisas não serão mais como eram antes. Uma carreira não tem como ser planejada para toda a vida. Já está longe o tempo em que passar no concurso do Banco do Brasil era garantia de segurança "eterna".
Para o Doutor em economia e articulista do jornal A Folha de São Paulo - Gilson Schwartz, o mercado de trabalho, no sentido convencional da expressão, sumiu. Para ele, esse "desaparecimento" do mercado pode ter sete diferentes significados:
- Encolhimento do mercado, existindo menor oferta de empregos devido à retração da economia.
- Desaparecimento do mercado através da substituição de certas profissões por máquinas e computadores, ou ainda, pela eliminação do processo de intermediação. Por exemplo, já é previsto o fim dos agentes de viagens devido à gradativa eliminação da intermediação na compra de passagens.
- Flexibilização do mercado com as mudanças das leis trabalhistas e o aumento do trabalho realizado de forma "alternativa" ao convencional (CLT).
- Virtualização do mercado com a transferência de diversos serviços para dentro da Internet, como por exemplo, os serviços bancários, os serviços de representação comercial etc.
- Degradação do mercado pela perda do status de determinada profissão ou pela deterioração progressiva de uma carreira, como por exemplo, a carreira de policial no Brasil.
- Barreiras etárias à entrada no mercado em função da dificuldade que trabalhadores acima de 45 anos encontram para conseguirem uma colocação profissional.
- Irrelevância do mercado, já que muitas pessoas estão encontrando outras formas de sobreviverem, livres e distantes do mercado formal de trabalho.
Emprego
Sonhar em achar um emprego que se adapte às suas preferências e qualificações está se tornando um conto de fadas. Não é mais o mercado que vai se adaptar ao seu perfil. Você precisa estar em constante mudança para adaptar-se ao perfil do mercado. O trabalhador precisa acompanhar as tendências e conjunturas e estar preparado para ir se adaptando a elas o tempo todo. Neofilia, o gosto pelo novo, pela mudança, é a palavra de ordem na seleção profissional.
Competências, Habilidades e Atitudes do Profissional do Século XXI
- Capacidade de trabalhar em equipe
- Domínio de idiomas
- Domínio de informática
- Autodidatismo
- Reciclagens periódicas
- Atualização permanente
- Neofilia
- Cidadania e responsabilidade social
- Habilidade em tomada de decisão
- Capacidade de aprender a aprender
- Capacidade de associação de idéias
- Liderança
- Visão de Conjunto
Profissionais Multímodas
Além da competência e habilidades necessárias ao profissional do futuro, há um item de fundamental importância: o nível de abrangência das capacidades desse profissional. Os termos para designá-lo são muitos: profissional híbrido, multifuncional, polivalente, multímoda, interdisciplinar, entre outros. O que importa é que ele tenha a capacidade de expressar e aplicar seu conhecimento, competências e habilidades de muitas maneiras. Podemos apresentar como exemplo de profissional multímoda, um nutricionista que está apto a dar consultoria pela Internet, realizar palestras sobre o tema que domina, fazer auditoria nas empresas em que atua e selecionar profissionais do ramo para atuar nos locais em que dá consultoria.
Especulação
Temos o senso crítico necessário para saber que um texto como esse não passa de mera especulação. Mesmo embasada em evidências concretas e análises estatísticas, tentar prognosticar o futuro das profissões em um mundo em constantes mudanças, não tem como deixar de ser um exercício de especulação. Mas nem por isso deixa de ter sua utilidade. As grandes descobertas, inventos e negócios da humanidade no decorrer da história, vieram em situações onde seus atores tentaram antecipar o que estava por vir."
Autor: ainda não descobri, portanto sintam-se livres para me ajudar!
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Porque me disseram uma vez que quem sabe faz, quem não sabe, ensina.
Estava revendo alguns backups e arquivos mais antigos (alguns, de 1992!!!) e acabei me deparando com um texto que escrevi para o site Reescrevendo a Educação em 2006. Apesar dos 2 anos que nos separam, continuo acreditando completamente no que escrevi: não mudo uma palavra sequer!
Os moderadores do site foram até bastante gentis comigo evitando que os comentários mais ofensivos ficassem no ar ("classezinha" f.d.p. esses "professorzinhos" de m**** que se dizem educadores!)
Para não "constranger" meus leitores habituais, deixo aqui o link para o artigo, lembrando que NÃO RETIRO NENHUMA PALAVRA QUE ESCREVI!
O Ciclo da Vida "professoral"